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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Cão dos Pirineus

A origem do Cão dos Pirineus é cercada por grande controvérsia e inúmeras teorias. Segundo alguns pesquisadores, o Cão dos Pirineus teria existido desde a Idade do Bronze, ocupando a região dos vales do sudoeste da França. Outros historiadores sustentam, que a raça seria descendente dos antigos cães pastores dos Pirinéus Franceses, esta raça utilizada na guarda de rebanhos, é muitas vezes confundida com o Mastim da mesma zona, sendo também por isso parente próximo do Kuvasz e do Maremmano.
Qualquer que seja a teoria para explicar sua origem, não há dúvidas de que a raça sempre foi utilizada para o pastoreio e a defesa dos rebanhos, especialmente contra os grandes predadores na região dos Pirineus.
Os primeiros documentos que versam sobre o Cão dos Pirineus datam do final do século XIV, e mostram que alguns cães da raça serviam como guardiões dos Castelos de Foix, Orthez e Cascassone. Mas foi em 1675 que a raça foi surpreendida com a ´fama´ ao ser escolhido como mascote pelo filho do Rei Luis XIV.
Mas a verdadeira expansão da presença e do conhecimento do Cão dos Pirineus, para além das suas montanhas, ocorreu no século XIX com o advento do Romantismo e o fenômeno de valorização da ´beleza selvagem´, que fez com que estes cães, inicialmente admirados capacidade de trabalho, passassem a ser admirados pela beleza e, mais tarde, pelo seu temperamento. Em 1824 aconteceu a primeira tentativa de introdução da raça na América pelo General Lafayette e em 1843 foram introduzidos na Austrália para guardar os rebanhos numa exploração em Hamilton.
A primeira participação oficial da raça em exposições caninas aconteceu em 1863, quando vários exemplares foram exibidos e 2 foram premiados. Em 1907, foi fundado o primeiro clube dedicado à raça, mas como não havia uniformidade suficiente, os esforços para organizar a criação não foram muito bem sucedidos. No fim do século XIX e início do XX devido à diminuição dos predadores nos Pirinéus, os pastores de ambas as vertentes das montanhas dedicaram menos atenção à sua função de protetor dos rebanhos e reduziram de forma importante o numero de nascimentos do Cão dos Pirineus e esse declínio se aprofundou com a 1ª Grande Guerra. Na década de 20, os criadores finalmente conseguiram se juntar e criaram o Grupo de Amigos dos Cães Pirinaicos, e em 1927 redigiu-se um novo padrão para a raça.
Estes cães ainda foram utilizados na 2ª Guerra Mundial como cães mensageiros por unidades francesas baseadas nos Pirineus e participaram de acasalamentos visando recuperar a raça São Bernardo.

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