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sábado, 8 de outubro de 2011

Dálmata

Dálmata

A genealogia precisa do Dálmata continua desconhecida. Alguns entusiastas reivindicam evidências de que tenha se originado no Egito antigo onde aparece em imagens sobre as tumbas dos faraós. Outros defendem que tenha surgido na Dalmácia, região da Iugoslávia, afirmando que o nome da raça advém do nome da região.
Foi usado inicialmente para guardar estábulos e também como escolta das carruagens, correndo ao lado e atrás delas. Tornou-se mascote dos bombeiros americanos (resquício do tempo em que os camiões de bombeiros eram puxados por cavalos).

Cocker Spaniel Inglês

Cocker Spaniel Inglês

O Cocker Spaniel Inglês faz parte do grande grupo de Spaniels britânicos conhecidos desde 1300. A partir desta família surgiram 7 raças, entre elas o Cocker Spaniel Inglês, que, a partir da idade média, substituíram os cães corredores e os sabujos na atividade da caça. Foi nesta época que os caçadores adotaram uma nova estratégia para a caça, que consistia em percorrer os campos com cães que levantassem as peças para que então, fazendo voar seu falcão ou lançando suas redes, obtivessem sucesso na tarefa.
Apesar de sua origem precisa ser desconhecida, é fato que em na época de Henrique IV já se elogiava estes cães por sua tenacidade e alegria nos campos.
O nome Cocker Spaniel Inglês surgiu por volta de 1800 onde os menores de uma ninhada eram chamados de Cocker e os maiores eram os Springers. Com uma seleção genética foi que as raças se separam e sua evolução final foi entre 1870 a 80 graças ao criador James Ferow e seu cão chamado Obo. Os ingleses se esmeravam em fixar as qualidades que pareciam as melhores para a tarefa de caça e com isso diferenciar as raças entre si...
Exímio caçador de uma espécie de "galinhola", Woodcock, da qual deriva seu nome; o Cocker desempenhava muito bem sua função de encontrar e tirar de seu esconderijo não apenas a galinhola, mas também outras aves, para colocá-las ao alcance dos caçadores.
A partir da segunda metade do século XX, em função de sua simpatia e beleza, o Cocker conquistou também um posto de destaque entre os cães considerados "de companhia".
Nos Estados Unidos o primeiro clube da raça foi fundado em 1881 e muitos exemplares foram exportados da Inglaterra. A rapidez com a qual estes pequenos se fixaram e se espalharam pela América do Norte só comprovava a sua versatilidade como cão de caça e companhia. Inúmeros cockers passaram a vencer provas de field-trial (provas de campo) vencendo diversas outras raças na disputa.
Por todas estas qualidades, logo ganhou destaque nas principais cinofilias do mundo... inclusive na brasileira, onde a criação oficial tem excelente nível.

Bulldogue

Bulldogue

A origem do Bulldogue Inglês é bastante remota e seu nome deriva do fato de que, até meados do século XVIII a raça era usada nos combates com touros (bull baitings). Naquele tempo, os Bulldogues eram um tanto diferentes do padrão atual, mais parecidos com o boxer (mais altos, musculosos e ágeis, com membros mais retos e longos). Sua característica mais marcante, a mandíbula, tornou-se mais desenvolvida que a arcada superior para que pudesse morder, de baixo para cima, as narinas e o pescoço do touro, de forma que este não se soltasse.
Com o passar do tempo, e com a proibição dos combates, o bulldogue foi se transformando até chegar ao cão como conhecemos hoje e que, segundo alguns, só continua existindo com a ajuda do homem, uma vez que suas próprias características físicas prejudicam sua reprodução sem interferência.
Seu focinho curto e nariz voltado para o alto, que eram extremamente úteis durante o combate, na verdade dificultam o resfriamento do ar e pode levar o animal a "morrer de calor", além de restringir seus esforços físicos porque se cansa com facilidade até mesmo para acasalar-se.
As pernas dianteiras curtas e espaçadas e a frente bem mais larga que a traseira, que durante a luta eram fundamentais para driblar os adversários são as mesmas que impedem, quase em 100% dos casos, nascimentos por parto natural, uma vez que os ossos das cadelas não se dilatam a ponto de propiciar a passagem da cabeça dos filhotes. Segundo pesquisa do The Bulldog Club of America, divulgada pela revista Cães e Cia, 94% dos partos são induzidos por cesariana.
Mas, para a sorte de todos, o Bulldogue tem uma verdadeira legião de admiradores que procuram enfrentar todas essas dificuldades apenas para tê-lo como animal de companhia, sua nova função no mundo moderno. Jô Soares que o diga... E, se não pode ser considerado exatamente "bonito", talvez seja um dos cães mais usados em comerciais e desenhos animados, onde sempre aparece na função de cão bravo.

Pinscher Miniatura ou Anão

Pinscher Miniatura ou Anão

O Pinscher Miniatura ou Anão é uma raça antiga, conhecida por historiadores desde 1836, quando o escritor alemão Dr. H. G. Reinchenbach, afirmou que o Pinscher seria um cruzamento entre Dachshund e o Greyhound Italiano. Outra vertente afirma que o Pinscher teria sido originado a partir de acasalamentos selecionados do Pinscher Standard, raça hoje extinta e que teria originado também o Dobermann (donde se explica a enorme semelhança entre ambos). Qualquer que seja a verdade, o que ninguém questiona é sua origem alemã.
O Pinscher é considerada a menor raça de cães de guarda pela Federação Cinológica Internacional, que o classifica no grupo 2, onde estão também o Dobermann, Rottweiler, Mastiff, Boxer e Dogue Alemão.
No Brasil, o Pinscher é uma das raças mais populares apesar de não estar entre as 10 mais registradas pela CBKC. Isso se explica pela grande quantidade de filhotes gerados sem registro oficial (sem o famoso pedigree) e até mesmo a partir do cruzamento de Pinscher com outro pequeno, o Chihuahua.
Além do tamanho, que possibilita que conviva em praticamente qualquer ambiente, seu pelo curto também pode ser considerado um ponto altamente positivo para quem quer um cão pequeno mas não tem tempo para cuidar de uma pelagem como a dos Yorkshires.

Rottweiler

Rottweiler

O Rottweiler é uma das raças mais antigas que se tem notícia, tendo acompanhado as legiões Romanas através dos Alpes, servindo de guarda para os homens e tocando o rebanho. O Rottweiler herdou seu nome da antiga cidade de Rottweil: Rottweiler Metzgerhund (Cão de açougueiro de Rottweil - uma vez que os açougueiros criavam a raça com a única finalidade de trabalho).
Nesta época, os cães passaram por um processo de miscigenação, mas que manteve sua tarefa principal de guarda e boiadeiro de grandes animais. Atualmente, poucos cães ainda são usados com o fim do pastoreio, mas em compensação, é uma das raças preferidas de quem procura um cão de guarda silencioso, discreto e, acima de tudo, extremamente eficiente e confiante.
Apesar de todas as suas qualidades, o Rott quase foi extinto e só escapou deste triste destino quando, em 1910, foi escolhido pela polícia alemã para auxiliá-la, juntando-se ao Pastor Alemão e ao Airedale Terrier.
No Brasil a raça chegou em 1970, e em pouco mais que 20 anos tornou-se uma das mais populares, sendo que em 1995 foi a raça "número 1" do País, tendo a maior quantidade de filhotes registrados. E se no Brasil alcançou esta marca excepcional, o mesmo acontece na Europa e nos EUA.
Sua característica física mais marcante é a robustez do corpo e cabeça (estrutura molossóica), assim como sua pelagem característica: preto com marcações em marrom avermelhado, claramente definidas. Seu porte massudo (sem jamais ser gordo) e suas características de personalidade o qualificam de forma inequívoca para suas funções. O próprio padrão da raça ressalta que além de seu físico forte, é um cão que está constantemente atento e tem grande capacidade de perceber quando há ou não uma ameaça, ou seja, não é um cão que late ou ataca a qualquer ameaça e muito menos para quaquer um. Segundo os criadores, o Rott tem enorme apego aos donos, dá-se muito bem com crianças (desde que sejam criadas juntos) e tem enorme a facilidade para aprender e obedecer (está em 9º lugar na classificação do livro "A Inteligência dos Cães").
Dono de uma mordedura poderosa, conseqüência natural de sua constituição física, o Rottweiler adulto deve receber ossos (de preferência rótula bovina ou fêmur) sempre que possível, visando estimular e fortalecer seu maxilar.

Boxer

Boxer

Originário da Alemanha, a diversidade marca o Boxer desde o seu aparecimento. Ele descende de cães usados na captura de animais de grande porte como cervos, ursos e bisões denominados pelos alemães de beissers (mordedores) que eram proganatas, ou seja, tinham a arcada dentária inferior mais para a frente do que a superior. Subdividam-se conforme sua funções em Bullenbeisser (Bulle=touro), Büffell-beisser (Büffell=búfalo) e Bärenbeisser (Bär=urso).
No século XVI apareceram na Inglaterra os bullbaitings, combates a touros, em que se utilizavam principalmente o Bullenbeisser, que era o menor deles. Surgia assim o Bulldog, mais semelhante ao Boxer atual do que ao Bulldog Inglês, mas que, no início do século XIX, começou a entrar em extinção. Para que a raça não desaparecesse, os alemães, através da criação selecionada chegaram a um cão satisfatório, porém menos prognata que o desejável e para manter o aspecto prognata da raça, utilizaram o Bulldog Inglês, resultando daí a raça Boxer. Apesar da origem germânica, a raça manteve o nome inglês "Boxer" aparentemente para satisfazer aos ingleses que reivindicavam a paternidade da raça.
Novamente para Alemanha, o Boxer começou a mudar em termos de conformação, e os criadores procuravam obter um animal mais elegante, com patas mais longas e retas, que pudesse ser utilizado para acompanhar as carruagens. Com essa mudança de função, iniciou-se também a transformação do antigo gladiador de touros para o atual cão de guarda e companhia.
A primeira vez que se exibiu um Boxer em uma exposição foi em 1895, na Alemanha. No ano seguinte, em Munique, era fundado o Boxer Clube Alemão. Em 1905, clubes de raça da Suécia, Holanda e vários lugares da Alemanha, estabeleceram regras de tipo e criação e alguns anos depois, com base em um exemplar considerado próximo ao ideal, foi feito um padrão para o Boxer.
Com o advento da 1ª Guerra Mundial, a criação alemã sofreu muito e só após a década de 20 é que o boxer voltou a se desenvolver como cão de trabalho. Com a 2ª Grande Guerra, e com o reconhecimento das qualidades da raça como cão de guarda, até mesmo as forças aliadas - e sobretudo os americanos - compraram muitos reprodutores e matrizes para exportá-los para os Estados Unidos. Conscientes do perigo que a exportação em massa dos exemplares poderia ocasional à criação nacional, os alemães iniciaram um processo de restrição das exportações.

Chihuahua

Chihuahua

A origem do Chihuahua é cercada por grande polêmica. A hipótese mais aceita para seu desenvolvimento é que a raça seja descendente do Techichi, um cão bem pequeno, que convivia com os toltecas, civilização anterior aos astecas no México e que teve seu apogeu no século X. Segundo estudos arqueológicos, o Techichi aparecia em diversas gravuras nas pedras dos templos na região. Esses cães teriam sido perpetuados pelos astecas, sendo considerados sagrados por serem os ‘guias’ das almas pelas ‘trevas’.
Outra teoria afirma que esses cães teriam uma origem muito mais antiga, e que seu berço seria o Oriente, baseando-se na tradição miniaturista dos povos orientais e teriam sido levados para a América nos navios que faziam comércio com a Ásia.
De qualquer maneira, o único consenso diz respeito ao nome da raça: Chihuahua é o nome de um dos estados Mexicanos, onde esses pequenos cães eram vendidos pelos camponeses aos turistas. Já na metade do século XIX eram muito conhecidos nas regiões de fronteira entre Mëxico e Estados Unidos, sendo que o primeiro exemplar aceito no AKC – American Kennel club data de 1904, mas seu reconhecimento oficial como raça só aconteceu em 1952. Na Europa, os Chihuahuas só chegaram com força após a primeira guerra mundial.
Seu aspecto exótico, com sua cabeça grande e orelhas posicionadas em 45o, aliados ao tamanho diminuto, tornavam-no super adequado para viverem em pequenos espaços, e explicam, em parte sua enorme popularidade.
Outro fator importante - e mais recente - para ampliar a divulgação da raça, especialmente nos Estados Unidos, foi a adoção do Chihuahua como garoto-propaganda de uma rede fast-food de comida mexicana chamada Taco Bell.

Labrador

Labrador

O Labrador Retriever, ou simplesmente Labrador, é originário de Newfoundland ou Terra Nova, na costa oriental do Canadá, onde era utilizado pelos pescadores para puxar as redes para a terra. Para evitar que fosse confundido com outra raça da região, o Newfoundland (bem maior e mais pesado que o Labrador), era chamado simplesmente de Labrador.
Das costas canadenses, foi introduzido na Inglaterra aproximadamente em 1830, onde, em função de seu excelente faro, ganhou novas atividades, sendo considerado excelente como cão de caça. É um retriever por natureza, ou seja, atua em dupla com o homem durante as caçadas, esperando o dono atirar na ave para depois ir buscá-la com rapidez. O cão deve sempre entregá-la intacta. Para cumprir sua tarefa o Labrador é capaz de enfrentar qualquer tipo de obstáculo, seja na terra ou na água, onde por ser um excelente nadador, sai-se muito bem.

São Bernardo

São Bernardo

O São Bernardo é uma raça bastante antiga, desenvolvida a partir do cruzamento de antigos molossos romanos, que chegaram à região dos Alpes com as tropas romanas. Contribuíram para sua constituição atual, bastante diferente dos cães originais que eram menores e sempre de pêlo curto, o Dogue Alemão, o Bloodhound e o Mastiff.
É impossível falar nos São Bernardo sem falar dos monges que praticamente garantiram a existência da raça. Estes monges eram os responsáveis e moradores do Hospice du Grand St. Bernard, um monastério localizado num dos pontos mais altos das montanhas e passagem obrigatória para os viajantes que precisavam cruzar os Alpes.
Segundo vários historiadores, a adoção dos cães pelos monges aconteceu por volta de 1660. Num primeiro momento, os cães eram usados para a guarda da propriedade. A primeira missão em que participaram como auxiliares no salvamento de viajantes aconteceu, apenas no século XVIII. A partir daí, e do trabalho de treinamento dos cães realizado pelos monges, a fama de cão de salvamento e resgate do São Bernardo não parou de crescer. Além de encontrar vítimas soterradas, o cão devia buscar ajuda no monastério quando o monge que o acompanhava (chamado de marronier) ou a vítima não conseguisse mais andar pelas montanhas.
Para realizar todas essas tarefas, num ambiente hostil e sujeito a baixíssimas temperaturas, era essencial que o cão fosse robusto, tivesse um excelente faro e que sua pelagem servisse como isolante térmico. E na busca por essas características, os monges desenvolveram o São Bernardo que conhecemos hoje.
No entanto, ao contrário da grande maioria das representações desses ‘anjos dos alpes’, em que eles quase sempre aparecem portando um pequeno barril no pescoço, eles nunca utilizaram esse adereço durante suas missões de salvamento. Segundo alguns textos, a estratégia de salvamento utilizada pelos cães envolvia até 4 animais simultaneamente: quando encontravam a vítima, dois cães deitavam lado a lado com a pessoa a fim de mantê-la aquecida. Um terceiro cão lambia-lhe a a face, tentando reanimá-la e um quarto cão retornava ao monastério para buscar ajuda.
De todos os cães criados e treinados pelos monges, destaca-se Barry. Um valente São Bernardo que salvou mais de 40 pessoas durante sua vida.
O São Bernardo, assim como algumas outras raças, foi muito prejudicado pelas guerras na Europa e, para evitar que a raça sumisse devido à alta consanguinidade entre os exemplares, os monges foram obrigados a acasalar seus cães com exemplares de outras raças, principalmente com os Terranova. Foi a partir destes cruzamentos que surgiu a variedade de pêlo longo, que eram enviados pelos monges para outros criadores, uma vez que esse tipo de pelagem não era adequada ao trabalho de salvamento por acumular neve e umidade.
Com o desenvolvimento da região e a construção de estradas, os São Bernardo perderam sua função inicial e hoje continuam sendo criados pelos monges apenas como parte da tradição do monastério. Mas, felizmente, esses ‘anjos dos alpes’ já haviam encontrado muitos admiradores pelo mundo todo, o que garantiu a sobrevivência e popularização da raça. Prova disso são as inúmeras aparições do São Bernardo em filmes como Beethoven (1 e 2) e no papel de ‘ama-seca’ de Peter Pan.

Dobermann

Dobermann

A raça Dobermann é uma raça relativamente recente e, ao contrário da grande maioria das raças, sua origem é bem conhecida e pairam poucas dúvidas sobre o seu desenvolvimento.
O aparecimento do Dobermann é fruto de um trabalho cuidadoso de seleção desenvolvido por um cobrador de impostos, que acumulava ainda as funções de vigia noturno e zelador de abrigo de cães da cidade de Apolda, Alemanha, chamado Louis Dobermann.
Em suas funções, Louis Dobermann viajava muito e por isso precisa de um cão que pudesse garantir sua segurança durante as viagens e também no exercício de sua função de cobrador de impostos. O cão precisava ser não apenas valente e corajoso, mas também ágil e esperto, com um bom faro e excelente resistência. Para obter o cão ‘dos sonhos’, Dobermann iniciou os cruzamentos interraciais envolvendo, basicamente, as raças: Pastor Alemão, Pinscher Alemão, Rottweilers, Weimar Pointer; Greyhound Inglês e Mancherter Terrier. O trabalho de Louis Dobermann durou aproximadamente 10 anos e, com sua morta, foi continuado por Otto Goeller, que refinou os cruzamentos chegando a estabelecer o padrão da raça como conhecemos hoje em 1899 e deu o nome à raça de Dobermann Pinscher.
O reconhecimento internacional do Dobermann foi efectivado em 1957, quando foi aceito pela FCI.
Pouco menos de 20 anos depois, a raça passou por uma expansão enorme. No Brasil, a partir da década de 60/70 foi amplamente adotado como cão de guarda, graças às suas qualidades como agilidade, inteligência e, principalmente, lealdade ao dono. No entanto, essa popularidade trouxe mais problemas que benefícios para a raça: em 1972 foi lançado o filme de TV ‘Gangue dos Dobermans’ que mostrava cães ‘adestrados’ por uma gangue de assaltantes de banco que eram capazes de, sozinhos, render os caixas de banco e promover os assaltos. A partir daí (e das seqüências do filme) os dobermans passaram a ter grande procura sendo que de 1983 a 1986 foi o campeão de registros no Brasil.
Infelizmente, a quantidade não foi traduzida em qualidade e em razão da irresponsabilidade de ‘fabricantes de filhotes’ e de maus proprietários, os dobermans começaram a apresentar graves desvios de comportamento, como agressividade excessiva e comportamento imprevisível. Seguiram-se então os acidentes envolvendo os cães da raça e, consequentemente, uma queda da popularidade e da procura por filhotes. Os problemas eram tantos, que criou-se um mito de que a ‘agressividade’ do dobermann era causada pelo ‘tamanho reduzido de seu crânio’, que ‘comprimia o cérebro e causava dores de cabeça’.
Para combater esses desvios, o Dobermann Verein, clube alemão da raça e responsável pelo padrão internacionalmente aceito, promoveu modificações no texto que trata do temperamento do cão, enfatizando suas qualidades como cão amigável e confiável, devotado à família. Segundo o padrão, é desejável que o cão tenha um limiar de excitação ‘médio’, com um bom relacionamento com o dono, o que garante um cão mais equilibrado.

Cão dos Pirineus

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Cão dos Pirineus

A origem do Cão dos Pirineus é cercada por grande controvérsia e inúmeras teorias. Segundo alguns pesquisadores, o Cão dos Pirineus teria existido desde a Idade do Bronze, ocupando a região dos vales do sudoeste da França. Outros historiadores sustentam, que a raça seria descendente dos antigos cães pastores dos Pirinéus Franceses, esta raça utilizada na guarda de rebanhos, é muitas vezes confundida com o Mastim da mesma zona, sendo também por isso parente próximo do Kuvasz e do Maremmano.
Qualquer que seja a teoria para explicar sua origem, não há dúvidas de que a raça sempre foi utilizada para o pastoreio e a defesa dos rebanhos, especialmente contra os grandes predadores na região dos Pirineus.
Os primeiros documentos que versam sobre o Cão dos Pirineus datam do final do século XIV, e mostram que alguns cães da raça serviam como guardiões dos Castelos de Foix, Orthez e Cascassone. Mas foi em 1675 que a raça foi surpreendida com a ´fama´ ao ser escolhido como mascote pelo filho do Rei Luis XIV.
Mas a verdadeira expansão da presença e do conhecimento do Cão dos Pirineus, para além das suas montanhas, ocorreu no século XIX com o advento do Romantismo e o fenômeno de valorização da ´beleza selvagem´, que fez com que estes cães, inicialmente admirados capacidade de trabalho, passassem a ser admirados pela beleza e, mais tarde, pelo seu temperamento. Em 1824 aconteceu a primeira tentativa de introdução da raça na América pelo General Lafayette e em 1843 foram introduzidos na Austrália para guardar os rebanhos numa exploração em Hamilton.
A primeira participação oficial da raça em exposições caninas aconteceu em 1863, quando vários exemplares foram exibidos e 2 foram premiados. Em 1907, foi fundado o primeiro clube dedicado à raça, mas como não havia uniformidade suficiente, os esforços para organizar a criação não foram muito bem sucedidos. No fim do século XIX e início do XX devido à diminuição dos predadores nos Pirinéus, os pastores de ambas as vertentes das montanhas dedicaram menos atenção à sua função de protetor dos rebanhos e reduziram de forma importante o numero de nascimentos do Cão dos Pirineus e esse declínio se aprofundou com a 1ª Grande Guerra. Na década de 20, os criadores finalmente conseguiram se juntar e criaram o Grupo de Amigos dos Cães Pirinaicos, e em 1927 redigiu-se um novo padrão para a raça.
Estes cães ainda foram utilizados na 2ª Guerra Mundial como cães mensageiros por unidades francesas baseadas nos Pirineus e participaram de acasalamentos visando recuperar a raça São Bernardo.

Golden Retriever

Golden Retriever

A origem precisa do Golden Retriever é incerta, mas a maior parte dos registros aponta que o Golden Retriever foi desenvolvido a partir da metade do século 19, por um criador escocês, chamado Sir Dudley Majoribanks (Lorde de Tweedmouth), que buscava um cão de porte médio, excelente faro, habilidade para buscar a caça tanto na terra como na água, inteligente, obediente, fácil de treinar e calmo.
Para conseguir este resultado, várias raças foram cruzadas, entre elas o Flat-Coat, o Tweed Water Spaniel (raça já extinta), Labrador, Setter Irlandês e Bloodhound.
O Golden Retriever é um cão robusto, de pelagem média e dourada e possui uma inconfundível meiguice de expressão. Por estas características, conquistou multidões e hoje é a segunda raça em número de filhotes registrados no Japão e terceiro na Inglaterra. Nos EUA fica na quarta posição.
No Brasil, a raça tem vivido na última década uma enorme expansão, similar à popularidade do Labrador, o que tem preocupado sobremaneira os admiradores e criadores da raça, que pode sofrer a mesma decadência de outras raças que cairam no ´gosto´ do mercado e viram desaparecer suas principais qualidades, com prejuízo principalmente para quem admira o temperamento fantástico e sua versatilidade, aliados a um porte elegante e uma aparência majestosa.

Pointer

Pointer

A origem do Pointer Inglês é bastante controversa. Alguns estudiosos afirmam que o Pointer originou-se na Espanha e outros defendem que foi desenvolvido na Inglaterra, a partir de cruzamentos de Bloodhound, Foxhounds e Greyhounds. Segundo William Arkwright , reconhecido como o maior estudioso da raça, o Pointer Inglês originou-se no Oriente, de onde foi levado para a Itália, passando pela Espanha (onde teria desenvolvido sua estrutura de crânio atual) e finalmente, da Espanha para a Inglaterra onde se desenvolveu até atingir sua forma moderna.
Os Pointers foram apresentados em exposições pela primeira vez no ano de 1859 em Newcastle-on-Tyne, Northumberland. Esta exposição tinha como objetivo mostrar que bons cães de caça poderiam ser bonitos, bem estruturados e inicialmente era restrita a Pointers e Setters. Com o sucesso obtido, foi ampliando as raças participantes e é considerada a precursora das atuais exposições de estrutura e beleza. Já em 1877, a Westminster Kennel Club, a mais importante exposição cinófila mundial tinha inscritos mais de 100 Pointers.

Pastor Alemão

Pastor Alemão

Existem diferentes teorias sobre as origens do Pastor Alemão: alguns dizem que a raça foi resultado do cruzamento entre diversas raças de cães pastores na Alemanha; outros dizem que foi o resultado espontâneo do cruzamento de cadelas pastoras e lobos. De qualquer modo, sabe-se que o primeiro registro de um cachorro "Pastor Alemão" data de 1882, em Hanover. O crédito pelo desenvolvimento da raça costuma ser dado a um criador chamado von Stephanitz. A raça começou sua expansão pelo mundo após a 1ª Guerra Mundial, quando alguns exemplares foram levados da Alemanha para a Inglaterra. Nesta época, no entanto, era conhecido pelo nome de Pastor da Alsácia, uma vez que considerava-se inadequado que o nome da raça pudesse invocar a lembranças da guerra contra a Alemanha. Apenas em 1931 o Kennel Clube da Inglaterra autorizou que a raça voltasse a ser conhecida como Pastor Alemão.
Existem variedade de pelo curto e de pelo longo, mas a de pelo curto atualmente só é aceita para shows e exibições não oficiais. O mais popular dos pastores é o chamado "capa preta", devido à coloração preta do pelo no dorso do animal. Existem também variedades que vão do amarelo escuro ao cinza, sendo que os pelos internos devem ser mais claros do que os externos (a não ser que o cão seja preto).