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sábado, 8 de outubro de 2011

Bulldogue

A origem do Bulldogue Inglês é bastante remota e seu nome deriva do fato de que, até meados do século XVIII a raça era usada nos combates com touros (bull baitings). Naquele tempo, os Bulldogues eram um tanto diferentes do padrão atual, mais parecidos com o boxer (mais altos, musculosos e ágeis, com membros mais retos e longos). Sua característica mais marcante, a mandíbula, tornou-se mais desenvolvida que a arcada superior para que pudesse morder, de baixo para cima, as narinas e o pescoço do touro, de forma que este não se soltasse.
Com o passar do tempo, e com a proibição dos combates, o bulldogue foi se transformando até chegar ao cão como conhecemos hoje e que, segundo alguns, só continua existindo com a ajuda do homem, uma vez que suas próprias características físicas prejudicam sua reprodução sem interferência.
Seu focinho curto e nariz voltado para o alto, que eram extremamente úteis durante o combate, na verdade dificultam o resfriamento do ar e pode levar o animal a "morrer de calor", além de restringir seus esforços físicos porque se cansa com facilidade até mesmo para acasalar-se.
As pernas dianteiras curtas e espaçadas e a frente bem mais larga que a traseira, que durante a luta eram fundamentais para driblar os adversários são as mesmas que impedem, quase em 100% dos casos, nascimentos por parto natural, uma vez que os ossos das cadelas não se dilatam a ponto de propiciar a passagem da cabeça dos filhotes. Segundo pesquisa do The Bulldog Club of America, divulgada pela revista Cães e Cia, 94% dos partos são induzidos por cesariana.
Mas, para a sorte de todos, o Bulldogue tem uma verdadeira legião de admiradores que procuram enfrentar todas essas dificuldades apenas para tê-lo como animal de companhia, sua nova função no mundo moderno. Jô Soares que o diga... E, se não pode ser considerado exatamente "bonito", talvez seja um dos cães mais usados em comerciais e desenhos animados, onde sempre aparece na função de cão bravo.

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